Nesta quarta-feira as entidades representativas dos servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, dentre elas a ASSOJURIS, esta nas pessoas de Carlos Alberto Marcos (Alemão) e Adolfo Benedetti Neto (Pardal) estiveram reunidas com o presidente do Tribunal de Justiça Paulista, Desembargador Paulo Dimas, bem como o coordenador do CAPS, desembargador Antônio Carlos Malheiros, os juízes assessores Dr. Roberto Chiminazzo, Dr. Fernando Awensztern Pavlovsky e Dr. Fernando Bartoletti e as secretárias Lilian Salvador e Diva Helena Gatti, a fim de discutir sobre a Campanha Salarial 2017.
No inicio da reunião, o presidente do Tribunal de Justiça fez uma breve retrospectiva sobre o que o Tribunal concedeu em 2016 aos servidores, alegando ainda estar em tratativas com o Executivo “já estou conversando com o Executivo para encaminhar a data-base” – finalizou Dimas.
Em um segundo momento Paulo Dimas explanou sobre as questões que envolvem a reforma da previdência. Ainda com a palavra o presidente do TJSP já agendou uma nova reunião para o dia 15 de março, às 10h, …”para definir os rumos do trabalho conjunto, ou seja, anunciar a data-base” que segundo Mascaretti há a necessidade de “esperar a arrecadação dos dois primeiros meses e fechar o índice do INPC”.
A ASSOJURIS em sua fala afirmou, com base em estudos realizados pela entidade, que existia condições suficientes para a concessão de 1% de reajuste no final de 2016 em face da sobra orçamentária, segundo a entidade. Defendeu, além do cumprimento da data-base e perdas acumuladas o nível universitário dos escreventes, transformação dos agentes de serviços, operacional e de fiscalização em escreventes técnicos judiciário, pagamento de horas credoras, equiparação dos vencimentos dos escreventes chefes dos setores de Execução Fiscal, da administração e do CEJUSC aos salários de supervisor, equiparação da gratificação dos assistentes sociais e psicólogos aos servidores da área da saúde, bem como a equiparação dos assistentes judiciários aos salários de assessor jurídico, majoração do auxilio saúde, dentre outros.
Quanto ao pagamento de FAM o desembargador Paulo Dimas mostrou-se favorável a buscar uma forma de indenização …”vamos colocar na nossa pauta para tentar melhorar esse situação”.
Cobrado sobre o pagamento do auxílio alimentação a funcionários em férias e licença saúde, justificou já ter realizado estudo, mas o mesmo esbarra na Lei.
Indagado a respeito de concurso publico, esclareceu quanto a existência para preenchimento de 66 vagas de assistentes sociais e psicólogos.
Por fim, o presidente mostrou-se interessado pela realização de palestras com transmissão a todos, via internet, quanto a reforma da previdência.
Ao término da reunião, a ASSOJURIS, como de praxe, protocolou, em mãos do presidente, um expediente contendo as principais reivindicações da categoria. Após a constituição da pauta reivindicatória de 2017, um novo ofício deverá ser encaminhado em conjuntos com as demais entidades.
No inicio da tarde as entidades realizaram ato em conjunto com o Deputado Estadual Carlos Gianazzi e o presidente da Associação dos Assistentes Juridicos do Ministério Público, Marco Coelho, em frente ao fórum Joao Mendes divulgando o resultado da reunião com a presidência do TJSP, além de explanar acerca as mazelas que trás a reforma da previdência (PEC 287/2016) caso seja aprovada da forma tal qual ela se apresenta.
No final da tarde, a exemplo do que vem realizando em todo o Estado, a ASSOJURIS protocolou uma carta elaborada pelo departamento jurídico, Navarro de Albuquerque Sociedade de Advogados, junto ao presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, através da qual aponta que a PEC 287/2016 trás inúmeros pontos prejudiciais aos servidores e a classe trabalhadora em geral, sugerindo, ainda o agendamento de uma audiência publica para discutir referido Projeto de Emenda Constitucional. (Veja o teor da carta)
